Domingo, 11 de Julho de 2010

Espanha...Campeã Mundial!

Terá sido a melhor equipa do Mundial, a que nem mesmo o desaire inaugural perante a Suiça afectou...
Terá tido, quiçá, três dos melhores jogadores da competição como Xavi, Iniesta e Villa...
Mas, porém, hoje, enfrentou uma laranja mecânica que ansiava por rebater as desilusões da rebelde geração de Cruyff, em 1974 e 1978.
E, diga-se que, apesar, dos espanhóis terem denotado uma postura mais ambiciosa no dealbar da contenda, graças ao duplo pivot holandês recuar em demasia para junto dos centrais, tal atitude não durou mais de vinte minutos, também, graças ao reposicionamento de De Jong e Van Bommel que passaram a pressionar de modo mais agressivo.
E, nesse facto, residiu o segredo do equilíbrio da contenda e de uma segunda parte da primeira metade em que a laranja foi capaz, também, de efectuar transições ofensivas capazes de fazer perigar as redes de Casillas!
Na segunda metade, a toada do jogo não se alterou, sendo que Robben terá tido a oportunidade de mudar a história e não a soube aproveitar, já que isolado perante Casillas foi incapaz de o desfeitear!
E se, porventura, tal lance pudesse desestabilizar La Roja, tal não sucedeu e quase de seguida, os castelhanos teriam o ensejo de abrir o marcador; porém, algo que Stekelenburg se opôs com uma excelsa intervenção!
A partir daí, o jogo entrou numa toada em que nuestros hermanos dominaram claramente, ainda que as oportunidades flagrantes rareassem!
E nesse impasse, Iniesta teria o golo nos pés, na, talvez, última oportunidade antes do prolongamento de se fazer história!´
Mas, nada disso sucederia e o prolongamento seria uma realidade.
Neste, não obstante as oportunidades se repartirem, o momento chave seria a expulsão de Heitinga, que colocaria a laranja a actuar com dez unidades!
A partir daí, recuou, ainda mais, a equipa de Van Marwijk procurando sem a capacidade física do início do prélio suster a circulação do esférico dos comandados por Del Bosque... e tal seria determinante!
Assim, numa dessas bolas que em circulação rápida circundaria a área dos súbditos da família D'Orange, a visão de jogo de Fàbregas encontraria Iniesta livre de qualquer marcação para fuzilar Stekelenburg e entrar na história... A Roja sagrava-se campeã mundial e comprovava o que de há dois anos já se dizia: era a mais candidata, a mais capaz e nem mesmo a derrota perante a Suiça atemorizou quem tinha pleno conhecimento das suas capacidades!

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